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Como a ciência explica a ansiedade e o estresse

Diversos fatores estão envolvidos nos quadros que geram estes distúrbios, que podem ser agravados pelo estilo de vida


Por Juliana Meneses




A ansiedade e o estresse podem ser causados por uma série de fatores, entre eles a vida agitada, pressões sociais, medo, estilo de vida, estão diretamente relacionadas com as causas.


Um estudo publicado na Nature Neuroscience, feito por cientistas da Universidade de Ontario, no Canadá, mostrou a relação direta entre o estresse e a ansiedade com a depressão. Foi descoberto pelos cientistas um mecanismo de conexão entre o receptor de fator de liberação de corticotropina, responsável por levar à ansiedade em resposta causada pelo estresse, e neurotransmissores responsáveis pelo ao estado depressivo.


Segundo a médica psiquiatra, escritora e fundadora da ABRAMUTE (Associação Brasileira de Mutismo Seletivo e Ansiedade Infantil), Natasha Ganem, de acordo com a ciência a ansiedade e o estresse são causados por motivos distintos, que vão desde a genética até o estilo de vida.





“A ansiedade é multifatorial, ou seja, muitos fatores são implicados na sua gênese. A herdabilidade genética é fundamental porém as vivências e experiências de vida do indivíduo determinam a expressão do gene e o aparecimento da doença. São fatores de risco: abuso, negligência infanto juvenil ou laboral, desemprego, sedentarismo, má alimentação, ausência de estrutura familiar, dentre muitos outros”.

A médica psiquiatra Vivian Gama também afirma que a genética tem parte importante nos quadros de ansiedade.


“Os transtornos de ansiedade, eles tem como quase tudo na psiquiatria, uma causa que a gente chama de epigenética, que tem a ver com fatores genéticos de transmissão, de pai para filho, enfim, transmissão de gene, e tem ver com o contexto, as experiências, o ambiente. Então é uma mistura de fatores genéticos, fatores temperamentais de personalidade e os fatores ambientes, que incluem os eventos estressores ao longo da vida, incluindo o contexto que a pessoa está vivendo, então alguma perda familiar, abuso físico, abuso mental ou sexual, superproteção dos pais, abuso de drogas, tudo isso vai influenciar no surgimento do transtorno de ansiedade”.


Riscos para a saúde


O estresse crônico é associado a depressão, esquizofrenia e doenças neurodegenerativas. De acordo com um estudo norte-americano publicado no Journal of the American Heart Association, o estresse cotidiano pode gerar danos à saúde cardíaca, mesmo em adultos com vida ativa e não tabagistas.


A doutora Natasha explica que os quadros de ansiedade e estresse podem desencadear uma série de outros problemas, como cefaleia, queda de cabelo, insônia e distúrbios psiquiátricos.


“A ansiedade desequilibra todo o organismo pois promove um estado inflamatório permanente com liberação de hormônios e quebra da homeostase. Percebemos piora da imunidade, dores musculares, cefaleia, síndromes autoimunes, queda de cabelo, dificuldade de emagrecimento, insônia, dermatites, aumento do risco cardiovascular, além da pré disposição a outras patologias psiquiátricas como depressão e abuso de substâncias”.

Já a doutora Vivian Gama explica que além das consequências para a mente, os riscos cardiovasculares são grandes.


“Primeiro as consequências psiquiátricas e psicológicas, essa pessoa que sofre com um transtorno de ansiedade ela provavelmente vai perder a funcionalidade dela em diversas áreas da vida dela. Então tanto ela vai perder qualidade de vida por diminuição da funcionalidade no trabalho dela, dificuldade nas relações interpessoais, dificuldade nas relações sociais, nos relacionamentos amorosos, o transtorno de ansiedade acaba influenciando nisso tudo. Em relação as complicações clínicas, a gente sabe que os transtornos de ansiedade quando não tratados, assim como a depressão quando não tratada, acaba mexendo com outras coisas, com marc